O relatório apresenta uma panorâmica do desenvolvimento da agroecologia em Portugal, focando-se sobretudo na ciência e nos movimentos sociais e políticos. Identifica os principais atores e iniciativas ligadas à promoção de sistemas agroalimentares sustentáveis, evidenciando forças e fragilidades do setor. Entre os desafios destacam-se a falta de visão estratégica claramente agroecológica, a dependência de projetos temporários, a atuação isolada das iniciativas e a reduzida integração entre produção agrícola e sistemas alimentares.
Verifica-se também que as políticas públicas nacionais ainda não assumem plenamente a agroecologia como prioridade, apesar da existência de várias iniciativas no terreno impulsionadas por instituições científicas, sociedade civil e municípios. Este dinamismo, aliado a uma opinião pública favorável e ao reforço da literacia alimentar, revela um crescimento do movimento agroecológico no país.
O relatório conclui sublinhando a importância de fortalecer redes multissetoriais capazes de mobilizar agentes, influenciar políticas públicas e promover sistemas agroalimentares mais sustentáveis, justos, saudáveis e soberanos.