Toda a arte é social e pode provir
do horror. A pintura, a fotografia, o cinema, a literatura ou a música
não captam a realidade, mas apenas a procuram desesperadamente
documentar, simbolizar ou sugerir, expondo o seu simulacro em galerias, museus, bibliotecas, cinematecas, coleções – tudo material transformável e perecível, como a vida do universo. O autor usa materiais pobres, comuns, simples: tinta da China, lápis, caneta, marcadores, papel corrente; e técnicas expressionistas, gestualismo, colagem, movimentos instantâneos, figuração de BD, arte povera.

Pires Laranjeira nasceu em 1950, em Melgaço. Cresceu fundamentalmente no Porto e Rio Tinto, onde estudou e foi escriturário judicial e jornalista (também desportivo) da imprensa e da Radiodifusão Portuguesa. Foi militar em Luanda (1972-74). Viveu em Londrina (Paraná). Mestrado na FLUL, doutoramento na FLUC e pós-doutoramento informal na Univ. de Cergy-Pontoise (região de Paris). Docente desde 1980-81, na FLUC, durante 40 anos, tendo-se jubilado como Prof. Associado, da área de Literaturas e Culturas Africanas. Publicou vários livros e centenas de textos, ensaios, poemas, desenhos, dispersos por 140 jornais e revistas de vários países.

Data | De 24 de janeiro a 25 de fevereiro
Horário | 10h30-12h30 | 14h00-18h30
Local | Casa da Esquina
Custo | Entrada livre

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