O discurso de ódio não aparece de forma isolada. Nas redes sociais, surge muitas vezes associado à desinformação e à propaganda, que simplificam problemas complexos, apontam culpados e são usados para acentuar a polarização sociopolítica. As principais vítimas desta dinâmica são, frequentemente, grupos em situação de vulnerabilidade, incluindo pessoas imigrantes, a comunidade LGBTQIA+, mulheres e jovens tornam-se alvos recorrentes de narrativas que alimentam exclusão, estigmatização e violência. A circulação repetida destes conteúdos contribui para a normalização do ódio, para a erosão do debate público e para a legitimação de diferentes formas de violência.
Entre os jovens, o impacto é particularmente profundo: a exposição contínua a conteúdos de ódio, violência e exclusão afeta o bem-estar, a saúde mental e a forma como se constroem identidades e relações. Muitas vezes, esta exposição não é intencional. É mediada por algoritmos que privilegiam conteúdos polarizadores, que geram mais atenção, reação e permanência nas plataformas digitais.
Este será o foco do 7.º Ciclo de Conversas promovido pela EAPN Portugal / Rede DLBC Lisboa, que decorrerá no dia 31 de março, no Auditório da Polícia Judiciária, Direcção Nacional e Directoria de Lisboa, dedicado ao tema “Discurso de Ódio nas Redes Sociais” — um momento de reflexão coletiva sobre como pensar a cidade como espaço de justiça social.
Painel de convidados:
- Inspetor-Chefe Hugo Silva (Polícia Judiciária)
- Alexandra Silva (Plat. Direitos das Mulheres)
- Vanessa Ezequiel Lopes (Rizoma Ass. Cigana)
- Orador a Anunciar (ILGA)
- Rita Guerra (ISCTE)
- João Gomes (EAPN Portugal)
- Maria José Domingos (Rede DLBC Lisboa)
Entrada livre. Inscrição abertas (link)