“Sem igualdade de género, não há justiça social”.
Com a chegada do 8 de Março, voltamos a ser (re)lembradas do apelo comum a mulheres de todo o mundo, para o trabalho que continua a ter de ser feito para a emancipação efetiva de todas nós.
Este espírito marcou a data do 8 de Março que retém o seu simbolismo através da luta das operárias da indústria têxtil em Nova Iorque por melhores condições de trabalho e igualdade de direitos. Isto em 1857, mas sabemos que antes e depois desta data a luta por justiça continuou a ecoar por movimentos de mulheres em todo o mundo, como a greve geral feminina na Islândia em 1975, o movimento das Mães de Maio na Argentina, o movimento das Mães de Sábado na Turquia, o movimento Jin, Jîyan, Azadî (do curdo Mulher, Vida e Liberdade) no Irão e tanto outros por mencionar.
Neste 8 de Março onde mulheres em Gaza, no Sudão, e em tantos outros territórios em conflito sofrem as consequências de guerras que impõem a sua violência destruidora sobre elas e as suas vidas é fulcral recordar que onde exista uma mulher injustiçada não existe justiça social.
Vivemos em tempos que parecem querer apagar o que já conquistámos e esquecer o que foi preciso para aqui chegarmos. Não esqueçamos as lutas que as nossas irmãs em outros territórios têm de empreender para que possam também gozar da liberdade de decidir sobre o seu futuro. Continuemos a lutar para que a igualdade de género seja uma realidade, um futuro em que a humanidade seja mais justa e livre.
Raquel Serdoura, Jovem ativista