“Empreender no feminino fora dos grandes centros”.

Longe dos grandes centros urbanos, o país vive noutra velocidade, a resiliência dos territórios e das pessoas ganhou um tom diferente, os equilíbrios injustos são diariamente combatidos de forma silenciosa por quem os sente, por quem os vive, por quem anseia resolvê-los.

Longe dos grandes Centros urbanos os tempos são outros, o acesso a recursos é desafiante, os obstáculos são tão grandes quanto os desafios da geografia, as leis e os programas são feitos para os grandes centros, esquecendo a realidade…porém, como a história nos ensina, a necessidade aguça o engenho!

É por isso frequente ver emergir empreendedoras que dão corpo e alma a negócios, empresas, associações recreativas e culturais, coletividades  e instituições de solidariedade, que trazem em si os saberes da ancestralidade, o  espirito da resistência e da resiliência – uma tradinovação -que desafia poderes instituídos, abana consciências e apela a um sentido de bem -comum, do coletivo… em que pessoas, comunidades e territórios se afirmam com a sua própria identidade, com essência e singularidade que os carateriza.

 Este movimento singular, de empreendedorismo no feminino, tem vindo a assumir-se como uma forma de autonomização das próprias mulheres, de geração de riqueza, de suporte das famílias (algumas monoparentais e em de situação de fragilidade)  que contribuem positivamente para as suas comunidades, mantendo-as vivas e dinâmicas, inspirando e transformando positivamente os seus territórios.

Longe dos centros urbanos o empreendedorismo feminino é tão pertinente quanto urgente o seu suporte e incentivo, para que cresça, floresça e se afirme, continuando a desenvolver pessoas, comunidades e territórios de forma sustentável.

Liliana Simões, Dirigente ADSCCL

Partilhar nas redes sociais