A continuidade do apoio à economia social, a simplificação do acesso ao financiamento e a adequação das exigências de reporte estiveram no centro da conferência promovida pela CECOP e pela FEBEA, no dia 13 de outubro, no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Como pode cada euro investido na economia social gerar um maior efeito multiplicador para a Europa? Esta foi a questão que orientou o encontro organizado pela CECOP — Confederação Europeia de Cooperativas Industriais e de Serviços — e pela FEBEA — Federação Europeia de Bancos e Financiadores Éticos e Alternativos.

A conferência, acolhida pela eurodeputada Benedetta Scuderi, reuniu representantes do Parlamento Europeu, do Fundo Europeu de Investimento (FEI) e de organizações de financiamento cooperativo e da economia social de Espanha, França e Itália. O debate incidiu sobre o contributo do InvestEU para o setor e as perspetivas de financiamento no próximo Quadro Financeiro Plurianual, para 2028–2034.

Segundo o comunicado das entidades organizadoras, os participantes defenderam a manutenção de uma vertente específica de Investimento Social e Competências no futuro instrumento de financiamento previsto no Fundo Europeu para a Competitividade. O objetivo é assegurar que as cooperativas e outras entidades da economia social continuam a beneficiar de instrumentos adequados às suas necessidades.

Os exemplos apresentados evidenciaram a capacidade das garantias europeias para mobilizar financiamento. A Coop57, de Espanha, referiu que uma garantia de quatro milhões de euros do FEI permitiu mobilizar 53 milhões de euros em empréstimos, apoiando mais de seis mil postos de trabalho — cerca de 13 euros de financiamento por cada euro de garantia.

A SOCODEN, de França, sublinhou a necessidade de tornar o acesso aos instrumentos mais simples e de ajustar as obrigações de reporte à dimensão dos intermediários financeiros. A CFI, de Itália, destacou o contributo das garantias para apoiar a aquisição de empresas pelos trabalhadores, através do modelo cooperativo, e disponibilizar novas soluções às cooperativas sociais.

Entre as principais conclusões esteve o reconhecimento de que estas entidades desempenham um papel que vai além da concessão de financiamento, assegurando também aconselhamento, formação, apoio jurídico e acompanhamento dos projetos.

O encontro reforçou, assim, a importância de instrumentos financeiros acessíveis e ajustados à diversidade da economia social, capazes de apoiar a criação e continuidade de organizações, preservar emprego e competências e contribuir para o desenvolvimento dos territórios.

Fonte: Comunicado de imprensa conjunto da CECOP e da FEBEA sobre os resultados da conferência dedicada ao efeito multiplicador do InvestEU, divulgado em Bruxelas, a 14 de outubro de 2026.

O evento foi financiado pela União Europeia. As opiniões expressas são da responsabilidade dos seus autores e não refletem necessariamente a posição da União Europeia ou da Comissão Europeia.

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