A Animar – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local participou, no passado dia 27 de março, na Fundação Champalimaud, na sessão de apresentação pública do projeto PATEO, uma iniciativa orientada para a reflexão e construção de soluções inovadoras no âmbito do envelhecimento ativo e da demência.
O projeto PATEO (Pessoas com Autonomia, Teto, Espaço e Oportunidade), coordenado por Marcelo Mendonça, propõe uma alternativa à institucionalização tradicional, apostando na habitação colaborativa e na tecnologia como ferramentas para travar a progressão das demências e garantir respostas sustentáveis no domicílio.
Ao longo da sessão, que reuniu decisores políticos, especialistas e representantes de diferentes setores, com o objetivo de repensar os modelos de cuidado, habitação e organização social face aos desafios demográficos, foram apresentados diversos contributos relevantes, destacando-se:
- A importância da mutualização dos cuidados e a reflexão sobre novos instrumentos, como seguros de cuidados;
- Soluções centradas na humanização dos cuidados e novos modelos habitacionais;
- O papel da tecnologia e da telemedicina nos cuidados domiciliários;
- Experiências internacionais de habitação colaborativa, como a cooperativa Trabensol, baseada em modelos de autogestão e vida em comunidade;
- Novas abordagens a espaços assistidos e modelos intermédios de habitação.
O debate evidenciou a necessidade de reforçar a articulação entre habitação, saúde e segurança social, bem como de rever enquadramentos legais, nomeadamente a Portaria n.º 269/2023, de forma a permitir modelos mais flexíveis, sustentáveis e centrados nas pessoas.
Na mesa-redonda final, diversas intervenções sublinharam a urgência de criar mecanismos de financiamento adequados, incentivos fiscais e políticas públicas que promovam soluções inovadoras, incluindo o apoio a cooperativas de habitação e a disponibilização de terrenos públicos.
A participação da Animar nesta iniciativa reforça o seu compromisso com a promoção de abordagens integradas e inovadoras no desenvolvimento local, contribuindo para a construção de respostas mais adequadas aos desafios do envelhecimento em Portugal.