Pluriversidade Comunitária “Abalar as consciências na construção de conhecimentos”

19/02/2022 |
Pluriversidade Comunitária  “Abalar as consciências na construção de conhecimentos”

 

A Assembleia Pluriversitária reuniu no dia 19 de fevereiro, na Biblioteca de Marvila e online, com a presença de grupos comunitários de Lisboa, gente da academia e outras pessoas interessadas no movimento.

 

É a segunda Assembleia da Pluriversidade Comunitária que reuniu “ para avaliar o que já se fez e decidir o que fazer a seguir”.

Da primeira Sessão de Conhecimentos Partilhados (SCP), no dia 22 de Janeiro, sobre “Cultura Cigana” realço a decisão de ter acontecido antes das eleições com objetivo político de contrariar o anticiganismo onde estão mergulhados os ciganos e as ciganas num “genocídio psicológico” como disse o Savedra, com a sua experiência vivida e sofrida. Nas SCP não há professores, alunos nem salas de aula. São muito diferentes do que se passa na academia e no sistema de ensino em geral.

Distinguem-se de uma sala de aula:
Primeiro,
porque o tema não foi escolhido por um investigador ou professor. Foi uma decisão coletiva.
Segundo: o tema não foi escolhido para investigação, mas sim para para a ação
Terceiro: a animação do processo foi feita por três pessoas, uma com título académico, outra com a 4ª classe e outra com com o 9º ano.
Quarto: a metodologia utilizada assentou num tripé conducente ao conhecimento: a emoção; a sistematização; a ação.
Quinto: as SCP visam a transformação da sociedade.

As SCP também se distinguem de uma tertúlia, um debate:

Primeiro: há uma intenção explicita de construção e divulgação de conhecimento, com utilização de cinco recursos, disponibilizados gratuituitamente:

  • registo escrito publicado numa plataforma
  • vídeos publicados no youtube
  • podcast
  • programa de rádio que teve início na Rádio Movimento. O primeiro programa do dia 4 de fevereiro pode ser visionado online
  • fotografias

Segundo: há um comité que deve aferir, certificar e validar os conhecimentos, constituído por igual número de homens e mulheres e por sistematizadores e indutores.

A Pluriversidade Comunitária está a ter repercussões imprevisíveis. Só o Roque Amaro respondeu a 212 emails além dos respondidos pelos outros membros.

A reportagem da Catarina Reis no Jornal “Mensagem de Lisboa” contribuiu para este impacto. Esta reportagem teve o maior número de acessos de todos as peças deste jornal online. Ver em https://amensagem.pt/2022/02/06/roque-amaro-entrevista-cidadaos-estao-mais-ativos/

A Pluriversidade também esteve no programa Bom Dia Portugal” na RTP. Pode ser visto no minuto 8´18 em https://www.rtp.pt/play/p9676/e598719/bom-dia-portugal/1016955

Nesta Assembleia foi decido criar uma Carta de Princípios da Pluriversidade Comunitária que servirá como referência para quem está neste movimento e para ajudar quem quiser entrar.