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“Nos nossos territórios sabemos mais que a troika” - novos caminhos para o futuro em debate na MANIFesta

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“A crise não se resolve com os especialistas da economia, associados a uma leitura autoritária da política. Senão estaremos perante uma dupla ditadura”, afirmou o presidente da Animar, Rogério Roque Amaro, durante o debate “Novos caminhos para o futuro”, este domingo, na MANIFesta de Montalegre.

Para este dirigente temos de passar do ”ecnomicismo para uma leitura multidisciplinar, não queremos o Estado a comandar-nos, queremos que sejam os cidadãos a construir as respostas”. Porque, afirmou, “nos nosso territórios sabemos mais que a troika”.

Roque Amaro considera que existe “uma contradição entre a democracia cívica e a não democracia económica”, e que o modelo económico liberal nos fez “confundir a ideia de cidadão com a de consumidor”.

Por isso reclama para a Animar um papel de mobilização dos cidadãos na resposta à crise, e na construção de um movimento de renovação económica que proponha novos valores.

Américo Nunes, do recém criado Movimento Economia com futuro afirmou que a crise levou a uma ruptura entre a economia, a ética e a política e que este colectivo pretende mostrar que existem respostas alternativas para lá daquelas que não são bombardeadas pelos discursos economicistas.

“Uma das falácias que nos têm apresentado é que os problemas económicos tem de ter respostas económicas, quando o que precisamos é de respostas éticas e políticas, porque os problemas são éticos e políticos”, sublinhou.

Paula Gil, do Movimento 12 de Março, que esteve na origem do protesto da “Geração à Rasca”, falou dos caminhos que o movimento está a trilhar, com a promoção de iniciativas que “procuram desconstruir a ideia de que tudo é inevitável”. A apresentação de uma petição contra a precariedade e a defesa de uma auditoria à dívida, são algumas das suas reivindicações actuais.

Paula Gil propôs também que as instituições públicas e as empresas, incluíssem nos seus órgãos representantes das associações de cidadãos, como acontece no Brasil.

Manuel Sarmento do Movimento Democracia Participativa evidenciou que estes tempos de incerteza e de mudança levaram os cidadãos a darem uma resposta ao “agora”, como aconteceu com as revoluções árabes, onde a definição do futuro continua em aberto.

Questionando sobre se, “o mercado não está a destruir a democracia política” e se “estão a resolver o problema da Grécia ou a destruir a Grécia”, Manuel Sarmento enfatizou o facto da crise ter impulsionado um “desejo de participação plural, diversa e múltipla”, como um sinal positivo para a construção de alternativas.

 

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