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Assimetrias e Convergência Regional: Implicações para a Descentralização e Desconcentração do Estado em Portugal

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AssimetriaseConvergenciaRegional01-copyTítulo: Assimetrias e Convergência Regional:  Implicações para a Descentralização e Desconcentração do Estado em Portugal
Autor: Fernando Alexandre (Coordenação), João Cerejeira, Miguel Portela, Miguel Rodrigues (com a colaboração de Hélder Costa)
Edição: ACP
Ano: 2018
91 páginas

Neste estudo apresenta-se uma descrição das assimetrias, e da sua evolução, ao nível das regiões NUTS III, do PIB per capita, da população e suas qualificações e da especialização produtiva. Mostra-se que aquelas assimetrias entre regiões resultam em ciclos económicos assíncronos, criando a necessidade de políticas específicas que permitam às regiões proteger-se de choques, bem como desenvolver e implementar estratégias de crescimento próprias.

No período pós-crise financeira internacional de 2008, a divergência da economia nacional em relação aos países da UE coincidiu com uma significativa convergência regional. As regiões com maior rácio da dívida em relação ao seu PIB foram as que sofreram recessões mais graves e as que tiveram recuperações mais lentas. Por outro lado, as regiões com maior peso das exportações no seu PIB foram as que apresentaram um melhor desempenho económico durante a crise e no período de recuperação que se seguiu. Neste período, 2008 - 2016, a região da AM Lisboa apresentou o pior desempenho e a região do Ave foi a que mais cresceu.

A centralização da despesa pública na Administração Central e a forte concentração de serviços públicos na capital do país não favoreceram a resiliência das regiões a choques económicos, nem a implementação de estratégias de desenvolvimento adequadas às especificidades das regiões. 

 

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