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Violência sexual é realidade muito presente nas dinâmicas académicas (Dário as Beiras, 25/5/2018)

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As mulheres são maioritariamente vítimas da violência sexual, sendo que a mais grave é praticada em relações de proximidade e, até, de intimidade. Dados resultam de um estudo da UMAR Coimbra, ontem apresentado

A perceção de que a violência sexual é uma realidade muito presente nas dinâmicas académicas que caracterizam a cidade de Coimbra, está inteiramente confirmada no estudo que, ontem, foi apresentado na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC).

Promovido pelo núcleo da UMAR Coimbra, no âmbito do Projeto Capacitar para Melhor Intervir Localmente (CAMI), o estudo conduzido e, ontem, apresentado por Ana Beatriz Rodrigues e Carolina Moreira, apresenta conclusões que, não surpreendendo, vêm concretizar dados importantes para análise.

Assim, a partir de uma amostra constituída por 518 pessoas (79% mulheres e 17,5% homens), 85,5% de nacionalidade portuguesa e 7,6% de nacionalidade brasileira, com idades entre os 17 e os 62 anos (85,5% na faixa etária 17 34 anos), a frequentarem principalmente a Universidade de Coimbra (77,8%) e o Instituto Politécnico de Coimbra (12,2%), chega-se à conclusão que as mulheres são vítimas de assédio e violência sexual em maior número, existindo mais comportamentos violentos por parte dos homens.

Relações de proximidade nos atos de maior violência

Da mesma maneira, percebe-se pelos números que os autores dos comportamentos sexualmente mais violentos tinham relações de proximidade ou intimidade com a vítima, sendo igualmente percetível que as mulheres se encontram mais expostas à violência sexual em espaço público.

Na sessão em que foram apresentados estes dados, Ana Beatriz Rodrigues chamou ainda a atenção para o facto de, em quase todas as cinco categorias consideradas no estudo , assédio sexual, coerção sexual, stalking ou perseguição persistente, contacto sexual não consentido ,, as mulheres reportarem como “perpetradores” docentes, “ainda que seja em baixa percentagem”. Relevante ainda, sublinhou ontem a jovem investigadora da UMAR Coimbra, o facto de na tentativa de violação e na violação, com percentagens deveras preocupantes [ver números na coluna ao lado], os perpetradores serem fundamentalmente pessoas próximas e da intimidade da vítima.

Lídia Pereira

Números
518
pessoas responderam ao estudo da UMAR, 79% mulheres e 17,5% homens, 77,8% dos quais da Universidade de Coimbra e 12,2% do Instituto Politécnico de Coimbra
53%
das mulheres assumiram ter “receio de sofrerem um ataque sexual”
26,1%
dos homens identificaram como principal motivo de medo em andar sozinho na rua o “receio de sofrer um assalto”
94,1%
das mulheres já foram alvo de assédio sexual  
21,7%
das mulheres já foram vítimas de alguma forma de coerção sexual
30,2%
das mulheres foram alvo de stalking (perseguição persistente) em algum momento
14,4%
das mulheres afirmaram já ter sofrido pelo menos uma tentativa de violação
12,3%
das mulheres reportaram já ter sido violadas

 

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